sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SEDUÇÃO: UM PREÂMBULO À PERSEGUIÇÃO




Por Mary Schultze - 22/08/2011

Nas últimas quatro décadas, Dave Hunt e T. A. McMahon têm denunciado as tendências e ensinos influenciando a igreja evangélica nos Estados Unidos, sendo dali exportados para outros países, inclusive para o Brasil. A preocupação destes dois homens de Deus focalizava principalmente as crenças e práticas não bíblicas que estão afastando os cristãos da verdadeira Palavra de Deus. Para isso, eles [juntos] escreveram dois livros - Sedução do Cristianismo e Escapando da Sedução, os quais foram lidos por muitos crentes brasileiros.

Os livros supracitados tratam dos assuntos focalizados nos anos 1980, através de vídeos como “Cult Explosion” e “The God Makers”. Os cristãos que leram os livros e assistiram a esses vídeos alertaram os autores sobre o fato de que suas igrejas evangélicas estavam adotando o mesmo tipo de ensino, influenciadas pelos mestres da Teologia da Fé, os quais estavam espalhando suas doutrinas sectárias, através de redes cristãs de rádio e TV. Um dos piores ensinos que eles estavam espalhando era o de que o homem é um pequeno Deus, crença típica do Mormonismo, que ensina: “Como o homem é, Deus já foi; e Como Deus é, o homem pode se tornar”. Este falso ensino chegou ao Ocidente sob vários disfarces, através de movimentos ditos cristãos, tendo sido promovido pelos carismáticos; mas, algumas igrejas conservadoras também o receberam, influenciadas pela Psicologia “cristã”, com uma ênfase sobre a auto-estima, exaltando o EGO. Está claro que a mentira de que o homem pode se igualar a Deus é muito antiga, tendo sido entregue a Eva por Satanás, conforme Gênesis 3:1-5.

Em sua guerra contra os que entregam suas vidas ao Deus vivo, na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, o terrível Adversário, em toda a história humana, tem intensificado sua sedução e perseguição. Embora a perseguição pareça ser mais efetiva, com a proibição do Cristianismo (gerando o temor), ela é menos perigosa do que a sedução, no sentido de que Satanás consiga os seus objetivos.

Uma frase conhecida através da história é que “o sangue dos mártires é a semente da igreja”. O martírio e outras formas de perseguição têm fortalecido sobremodo o Corpo de Cristo. Mas, o mesmo não pode ser dito sobre a sedução. Os crentes nos Estados Unidos e no Brasil nunca experimentaram uma forte perseguição, conforme tem acontecido na China, na Índia e nos países controlados pelo Islamismo. Na Europa, os crentes sofreram perseguição na época dos Césares, depois, pela Igreja de Roma e, no século 20, pelo Comunismo, um tipo de perseguição que, até hoje, não chegou, ostensivamente, às Américas. Por outro lado, a sedução espiritual - muito mais perigosa - tem proliferado nas Américas, com o objetivo de neutralizar a genuína fé cristã. Junte-se a esta o perigo da Psicologia “cristã” e da música evangélica contemporânea, ambas agindo no sentido de promover a apostasia dentro da igreja do Senhor.

Ao contrário da perseguição, a sedução vai debilitando, paulatinamente, a fé cristã, até conseguir o seu intento. Milhares de crentes sobreviveram e foram fortalecidos na fé em Cristo, após terem sofrido perseguição nos países comunistas; mas, perderam a fé, quando foram viver em países do Ocidente, após terem testemunhado o relaxamento nas vidas dos que afirmam ser cristãos.

Eles suportaram a perseguição, para depois capitularem diante da sedução. A sedução vai gerar, mais tarde, a perseguição aos que dormem no esplêndido berço do engodo espiritual. Os cristãos de hoje nunca enfrentaram de perto uma perseguição e esta megera repugnante já está mostrando a cara, através dos Direitos Humanos, que proíbem citações bíblicas, em púbico, tornando-se um crime citar versos que condenem pecados ostensivos, como o homossexualismo, por exemplo. Este “crime” é agora classificado como “homofobia“. A mídia secular tem propalado sua simpatia pelos gays e pelo aborto e ai de quem se manifestar contra a visão “popular’” dos políticos ateus. O Ateísmo é uma doença espiritual.

Quem desejar viver segundo os preceitos bíblicos deverá ser taxado de obsoleto, fanático e até mesmo odioso. Os tempos trabalhosos sobre os quais o Apóstolo Paulo fala na 1 Timóteo 4:1-2 e na 2 Timóteo 4:1-4 já chegaram. O Senhor Jesus Cristo deve estar voltando brevemente, para dar um basta em tanta miséria humana. Ele voltará, visivelmente, para livrar Israel do aniquilamento pelos seus inimigos; mas, antes disso, ocultamente, para a Sua Noiva, a qual se manteve pura, longe da apostasia, aguardando o Noivo amado.

A doutrina vai ser grande motivo de divisão entre os cristãos liberais e os cristãos bíblicos. Em Romanos 16:17, Paulo diz: “E rogo-vos, irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles”. Tenho evitado esse tipo de dissensão, com alguns liberais que me afrontam, seguindo o conselho de Paulo. Quando chegarmos ao Tribunal de Cristo, para ser julgados pelas Suas Palavras, veremos quem está certo e quem está errado. Os cristãos fundamentalistas serão cada vez mais odiados pelos liberais adeptos do Cristianismo Positivo, cujas vidas estão divorciadas da Sagrada Escritura. A divisão entre os dois grupos poderá resultar na perseguição, conforme temos visto através da história do Cristianismo. O Livro de Atos mostra a perseguição contra a igreja do Senhor, por causa das divergências doutrinárias entre os cristãos judeus e gentios. Um partido ainda estava ligado às leis do Velho Testamento, enquanto o outro iria escrever o Novo Testamento com o sangue dos apóstolos Tiago, João, Paulo e outros. Naquele tempo, ser apóstolo era muito perigoso! Hoje em dia, o título de “apóstolo” é comprado a peso de ouro, pois quem o exibe consegue reunir um gigantesco número de pessoas crédulas e uma conta milionária nas Ilhas Caimã, no Caribe.

Desde a Reforma Protestante, a perseguição religiosa diminuiu. O que vemos hoje é a perseguição dos árabes contra o Estado de Israel, mais por motivos políticos. Os árabes são liderados pelo Irã, país muçulmano que os incentiva, em sua falsa reivindicação das terras que foram dadas aos judeus pelo Deus de Abraão, Isaque e Jacó, às quais os judeus têm todo o direito, apesar das falsas informações que circulam na mídia mundial. O objetivo dos árabes não é exatamente possuir uma terra, da qual eles nunca souberam nem saberiam cuidar, mas o de desarraigar Israel do mapa mundi, um intento satânico, que o Deus de Israel jamais vai permitir que seja concretizado, conforme Sua promessa milenar.

Armadinejad é uma cópia de Adolf Hitler e vai receber o mesmo castigo que o Fuehrer alemão recebeu. Pode ser que o impasse entre árabes e judeus leve as potências ocidentais a pensar numa III Guerra Mundial e, para evitar a mesma, seja necessário entronizar um homem forte (dizem que seria o jovem Príncipe William da Inglaterra), para salvar a humanidade. Mas, o que esse governante mundial vai conseguir será apenas uma falsa paz, da qual Jeremias falou, pois a verdadeira PAZ só poderá vir através de Jesus Cristo, o verdadeiro Príncipe da Paz.

Embasado no artigo de T.A. McMahon, “Seduction, a Primer for Persecution?”

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O PETRÓLEO É DE ORIGEM GEOLÓGICA E NÃO BIOLÓGICA


Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Por Agostinho Rosa - 03/08/2009

Teorias famosas


O Universo originou-se de uma descomunal explosão, conhecida como Big Bang. O petróleo e o gás natural são combustíveis fósseis. Estas são provavelmente as duas teorias científicas mais disseminadas, de maior conhecimento do público e algumas das que alcançaram maior sucesso em toda a história da ciência.

Elas são tão populares que é fácil esquecer que são exatamente isto - teorias científicas, e não descrições de fatos testemunhados pela história. Mesmo porque as duas oferecem explicações para eventos que se sucederam muito antes do surgimento do homem na Terra.

Teoria dos combustíveis fósseis

Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceita atualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.

É com base nesta teoria que chamamos as principais fontes de energia do mundo moderno de "combustíveis fósseis" - porque seriam resultado de restos modificados de seres vivos.

Teoria do petróleo abiótico

Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica - sem relação com formas de vida.

Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenômenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência das hipóteses de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.

A deposição lenta, como registrada por todos os fósseis, não parece se aplicar, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos praticamente não apresentam alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.

Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo não haveria como explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.

Outros fenômenos geológicos, para explicar uma eventual deposição quase "instantânea," deveriam ocorrer de forma disseminada - para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta - e em grande intensidade - suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.

Carbono do interior da Terra

Por essas e por outras razões, vários pesquisadores afirmam que nem petróleo, nem gás natural e nem mesmo o carvão, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam eles, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.

Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.

É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.

Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.

Metano e etano abióticos

A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.

O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.

Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.

Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.

Reações reversíveis

Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.

"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas," afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."

"Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.

Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra

"A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas," explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.

"Além disso, a extensão na qual esse carbono 'reduzido' sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra," conclui o pesquisador.

Bibliografia:


Methane-derived hydrocarbons produced under upper-mantle conditions
Anton Kolesnikov, Vladimir G. Kutcherov, Alexander F. Goncharov
Nature Geoscience
26 July 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/ngeo591


Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=petroleo-gas-natural-nao-fosseis&id=010115090803



SIMULAÇÃO REFORÇA TEORIA ABIOGÊNICA DO PETRÓLEO


Redação do Site Inovação Tecnológica - 10/05/2011

Determinar as propriedades termoquímicas das moléculas de hidrocarbonetos é importante para entender a formação dos reservatórios de petróleo e gás natural e o fluxo de carbono na Terra.[Eric Schwegler/LLNL]

Petróleo abiogênico

A teoria que tenta explicar a gênese do petróleo, do carvão e do gás natural é tão aceita que esses derivados do carbono se tornaram sinônimos de "combustíveis fósseis."

Os combustíveis são reais, e estão na base da economia do mundo moderno. Mas o termo "fóssil" vem da teoria.

Uma teoria que propõe que organismos vivos morreram, foram soterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas, até originar o petróleo e seus primos.

Há tempo, geólogos vêm contestando essa teoria e propondo uma origem abiótica para o petróleo, ou seja, uma teoria que propõe que o petróleo não é fóssil.

Agora, esses defensores da teoria abiótica ganharam mais um argumento.

Hidrocarbonetos de origem geológica

Giulia Galli e seus colegas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, demonstraram que as longas cadeias de hidrocarbonetos podem se formar no interior da Terra a partir do hidrocarboneto mais simples possível - a molécula de metano.

As moléculas de hidrocarboneto são o bloco fundamental que forma o petróleo e o gás natural.

Giulia defende que os hidrocarbonetos abiogênicos, de origem puramente geológica, podem se formar nas condições adequadas de temperatura e pressão encontradas no manto superior da Terra.

"Nossas simulações mostram que as moléculas de metano podem se combinar para formar moléculas de grandes hidrocarbonetos quando expostas às pressões e temperaturas muito altas do manto superior da Terra," diz ela.

Diversos estudos práticos, usando bigornas de diamante e explosivos, têm proposto condições de temperatura e pressão nas quais o petróleo pode se formar sem a participação de fósseis. [Imagem: Spanu et al./Pnas]

Onde nascem os hidrocarbonetos complexos

Os pesquisadores usaram técnicas sofisticadas, baseadas em princípios elementares - as propriedades fundamentais dos átomos de carbono e hidrogênio - para simular o comportamento desses átomos sob as pressões e temperaturas encontradas entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

O estudo mostrou que hidrocarbonetos com múltiplos átomos de carbono podem se formar a partir do metano, uma molécula com apenas um átomo de carbono e quatro átomos de hidrogênio.

Isso pode ocorrer em temperaturas maiores do que 1.500° K e pressões a partir de 50.000 vezes a pressão atmosférica - essas condições são encontradas a partir de 110 quilômetros de profundidade.

"Na simulação, interações com superfícies de carbono e metal permitiram que o processo ocorra com maior velocidade; elas funcionam como catalisadores," afirma Leonardo Spanu, coautor do estudo.

Teorias

O estudo não conclui que o petróleo e o gás natural se formam nesse ponto, uma vez que as condições reais dessas regiões não estão acessíveis à observação direta e, portanto, não são totalmente conhecidas.

O estudo demonstra que as condições do manto superior são adequadas para que as moléculas de metano formem hidrocarbonetos longos.

Outro detalhe a ser analisado pelos defensores da teoria do petróleo abiótico seria explicar o mecanismo que faz com que esses hidrocarbonetos migrem para mais perto da superfície, onde são encontrados os depósitos de petróleo e gás natural.

Por outro lado, dados coletados em poços de petróleo exauridos na Arábia Saudita são condizentes com uma hipótese de que esses poços estão novamente se enchendo de baixo para cima.

A pesquisa foi financiada pela Shell.

Bibliografia:

Stability of hydrocarbons at deep Earth pressures and temperatures
Leonardo Spanu, Davide Donadio, Detlef Hohl, Eric Schwegler, Giulia Galli
Proceedings of the National Academy of Sciences
April 26, 2011
Vol.: 108 (17) 6843-6846
DOI: 10.1073/pnas.1014804108

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-abiogenica-petroleo&id=010125110510




quarta-feira, 13 de julho de 2011

PAULO NÃO ESCREVEU AOS CRISTÃOS DA GALÁCIA

AMPLIANDO A VISÃO SOBRE GÁLATAS

O grande desafio na compreensão da Epístola aos Gálatas está relacionado a algumas dificuldades de interpretação, pelas seguintes razões:

1 – O entendimento equivocado de que a carta tenha sido escrita aos “cristãos da Galácia”

Mas, se não foi para os Gálatas, para quem, então, escreveu Paulo?

O aramaico nos responde ao apresentar o termo “Galutyah”, que é uma referência à expressão “galut”, que no hebraico significa “dispersão”. A “Galutyah” seria a “dispersão de Yah”, isto é, aqueles que foram dispersos pelo Eterno, ou seja, israelitas que, por sua infidelidade à Aliança com Adonai, haviam sido espalhados entre as nações, conforme profetizado na Torá.

Isso é evidenciado ainda mais pela expressão “achay d’aimi” que o grego traduz incorretamente como “irmãos que estão comigo”. Ora, se os irmãos estivessem com Sha’ul (Paulo), para que ele escreveria uma carta? Na realidade, “achay d’aimi” significa: “irmãos do meu povo”, indicando para quem Sha’ul (Paulo) destinava sua carta.

2 – O segundo problema está na questão da tradução do termo “aivda d’namusa”, que é equivalente ao hebraico “ma’asseh haTorah”, normalmente traduzido como “obras da lei”.

Na realidade, “ma’asseh haTorah” é uma expressão usada para se referir, na literatura judaica, a atos de importantes rabinos que foram transformados em preceitos. A premissa era que se um grande “tsadik” (justo) realizava tal prática, então tal prática era capaz de tornar uma pessoa mais justa.

Portanto, o entendimento mais correto do termo “ma’asseh haTorah” é “preceitos rabínicos”. De fato, a palavra “ma’asseh” aparece também na literatura judaica dos essênios, sendo traduzida como “ensinamentos” ou “preceitos”. Portanto, optamos pela expressão “preceitos rabínicos” como sendo a tradução mais coerente para a expressão “aivda d’namusa”.

3 – O terceiro problema está no fato de que no aramaico não havia palavra que descrevesse o fenômeno do “legalismo” (e no grego também não havia).

Porém, a própria descrição de Sha’ul (Paulo) dos “ma’asseh haTorah” mostra que o legalismo é a questão latente; e Yeshua (Jesus) já havia falado da questão dos “ma’assim” como tradições que invalidavam a Torá. O legalismo é descrito por meio do uso da mesma palavra “namusa” associada a outras expressões de conotação negativa, indicando uma espécie de “peso” ou “jugo”.

Como a própria Torá afirma que ela mesma é suave e não difícil (veja Dt. 30:11-14), e tendo em vista que muitas das práticas descritas não estão na Torá, como, por exemplo, a idéia de Kefah (Pedro) de “se separar dos não-judeus”, associada à questão do “ma’asseh haTorah”, não é difícil perceber que essas expressões negativas se referem a um “jugo do legalismo” e não à obediência aos preceitos da Torá.

Um desses termos é “techeit namusa”, ou “debaixo da lei”, que é descrito como diametralmente oposto ao "estar na Graça”. O problema é que se essa lei fosse a Torá, a Graça não poderia existir no Tanach (Antigo Testamento), enquanto na realidade a Graça é citada centenas de vezes no Tanach. O termo, portanto, refere-se a um jugo rabínico de natureza semelhante aos preceitos rabínicos supracitados. Optamos, portanto, por traduzir “techeit namusa” como “sob o jugo rabínico”.

Podemos, aqui, considerar que os preceitos rabínicos acrescentados à Torá se constituíam no “jugo pesado” que os rabinos colocavam sobre seus “talmidim” (discípulos). Daí o haver Yeshua (Jesus) afirmado que Seu “jugo” é suave, porque Ele era Rabi e também tinha discípulos (Matitiyahu/Mateus 11:30). O jugo de Yeshua é o jugo suave da Torá (Dt. 30:11-14).

Utilizamos o termo “legalismo” em 4 situações nestes 3 primeiros capítulos, onde o contexto evidencia. As duas primeiras nos versos 1:11 e 12, pois o versículo imediatamente acima (verso 1:10) fala do caso do “techeit namusa”. Portanto, fica evidente que aqui Sha’ul (Paulo) fala contextualmente do legalismo. O terceiro caso é o do verso 3:21, onde ele afirma que a “justiça vem da fé”, e não de “namusa”. Ora, aqui ele faz uma referência implícita de “techeit namusa”, pois estamos falando daquilo que é diametralmente oposto à Graça. Portanto, não se trata de uma menção à Torá. O quarto caso é o do verso 3:24, por dois motivos. O primeiro é o uso da expressão “preso a namusa”. Ora, a Torá não prende ninguém, muito pelo contrário, a verdadeira Torá de Elohim liberta. Portanto, o contexto aqui é o do legalismo rabínico. Se observarmos a questão da repreensão de Sha’ul a Kefah e aos da “galut”, logo ao final do capítulo 2, então fica evidente, aqui, que Paulo (Sha’ul) está falando contra o legalismo rabínico. Além disso, há outro indício, pois o aramaico traz no verso 3:25 a expressão “tutores” ao invés de “tutor” (que só aparece no grego), indicando que Sha’ul se referia aos rabinos fariseus e não contra a Torá. O contexto está em harmonia com Atos 15:21, onde Ya’akov (Tiago) instrui os não-judeus a irem às sinagogas para aprender sobre Mosheh (Moisés). Onde as Escrituras podiam ser estudadas naquela época? Nas sinagogas farisaicas, é claro! Porém, uma vez que o aprendizado das Escrituras desse respaldo à fé, então já não estariam mais “debaixo de tutores rabínicos”.

4 – O quarto problema é a evidente tendência antinomista (nomos = torá) e antissemita (ou anti-judaica) das traduções desta epístola, que acentuam o entendimento equivocado de que Sha’ul (Paulo) teria pregado contra a Torá e, portanto, estaria em franca oposição ao que disse o Mashiach Yeshua (Messias Jesus), quando afirmou que não tinha vindo para abolir a Torá (Matitiyahu/Mateus 5:17-18). Além, é claro, de entrar em contradição com as afirmações do próprio Sha’ul (Paulo) quando afirma ser um fiel cumpridor dos preceitos da Torá (Atos 24: 14-16; Atos 20:16; Atos 22:3; Atos 23:6; Romanos 3:31).

Concluindo, podemos afirmar que há muitas evidências na Epístola aos Gálatas que dão total respaldo a nossa interpretação de que Sha’ul (Paulo) não escreveu a carta para os gentios da Galácia, que não dominavam o conhecimento da Torá, e, sim, para os judeus da dispersão (Galutyah), que criam em Yeshua e compreendiam o que ele estava ensinando.

Fonte: www.torahviva.org



terça-feira, 29 de março de 2011

DOUTRINA DOS APÓSTOLOS

Por Celeste Novas

Ensino dos (µyjlV) Shalachim

Ouço sempre que devemos seguir a doutrina dos apóstolos e se alguém lhe ensinar outro evangelho, que seja anátema (citações dos textos de Atos 2:42 e Gálatas 1:8). Aí vem a pergunta: O que é a tão falada “doutrina dos apóstolos?”

Comecei a pesquisar sobre isso para que eu mesma pudesse ter um melhor entendimento.

A raiz grega διδασκω “didasko” (ensinar, conversar com outros a fim de instruí-los, pronunciar discursos didáticos, ser um professor, desempenhar o ofício de professor, conduzir-se como um professor, ensinar alguém, dar instrução, instilar doutrina em alguém, explicar ou expor algo, etc. – Dicionário Strong), sugere que “doutrinar” é levar alguém a aprender. Segundo a tradição judaica, teria o significado de “sentar-se aos pés de um mestre, professor ou doutor, a fim de ser ensinado”, conforme podemos ler em Lucas 10:39 “E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Yeshua (Jesus), ouvia a sua palavra”. “Assentando-se também”, leva-nos a concluir que havia outras pessoas sentadas aos seus pés aprendendo o que lhes ensinava.

O próprio Senhor Yeshua doutrinava: “... ouvindo isto, as multidões se maravilhavam da sua doutrina (João Ferreira de Almeida)” “E a multidão de judeus, ouvindo, ficavam maravilhados de sua explicação da Torá (Código Real Galileu). Mateus 22:33.

Entre as características da Igreja do 1º século, com a comunhão entre os irmãos e o partir o pão, estava também a “doutrina dos apóstolos”, que nada mais era do que a transmissão dos ensinamentos que o próprio Yeshua lhes havia ordenado: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações”... ”ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado (João F. de Almeida)”. “Ide com urgência e fazei-me tantos talmidim como possais entre todas as nações”. (Código Real Galileu) (Mateus 28:19).

Essa é uma prática judaica desde sempre. E é chamado de Yeshivá (do hebraico ישיבה, "assento" pl. yeshivot) é o nome dado às instituições para estudo da Torá e do Talmud. As yeshivot geralmente abrigam rapazes ou homens. A instituição equivalente para mulheres é a midrashá, embora o termo yeshivá possa ser usado também para uma instituição mista ou de mulheres.

Na época de Yeshua, havia duas escolas, também conhecidas como casas e ainda academias dirigidas por dois mestres da Torá: Shamai e Hilel. Ambos tinham sua Yeshivá, preparavam seus discípulos e dominavam a vida nacional de Israel nos dias anteriores ao nascimento de Yeshua.

Quando nosso Mestre tinha 12 anos de idade e ficou no Templo compartilhando a Torá com os sábios de Israel, possivelmente Shamai e Hilel estiveram entre os doutores que se admiravam de Suas respostas.

Será que, mesmo diante dessas evidências, podemos dizer que doutrina não tem importância, e que não precisamos dela, por um total desconhecimento do que significa? A Palavra responde: “Todo aquele que ultrapassa a doutrina do Messias e nela não permanece não tem D-us; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho (João F. de Almeida)”. “Todo aquele que transgride a Torá e não persevera nos ensinamentos do Messias, não tem a D-us. O que permanece em seu ensinamento tem ao Pai e ao Filho (Código Real Galileu)”. (2João 1:9).

Faço minhas as palavras de C. H. Brown: “A doutrina e o modo de viver são duas coisas que andam juntas. Alguém dirá que não faz nenhuma diferença em que você crê e que o mais importante é o modo de viver. Isto é falso! Você não pode viver certo se não crer certo. Não se pode separar a conduta da doutrina. A única conduta complacente é a que deseja obedecer à Palavra de D-us revelada.

Em Atos 2 estavam pessoas que se juntavam ao grupo dos talmidim (תלמידים), “estudantes, discípulos”, e eles se congregavam para anunciar que Yeshua era o Messias esperado pelos judeus e estudar a Torá, que conhecemos hoje como Velho Testamento. Aquelas pessoas não se reuniam para fazer o que se vê hoje nesse ajuntamento chamado “igreja”.

Atos 2:41b-42a “...e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, e perseveravam na doutrina dos apóstolos...(João F. de Almeida)” “...E se acrescentaram naquele dia três mil almas e perseveravam no estudo da Torá explicada pelos apóstolos...(Código Real Galileu)” . Atividades puramente espirituais. Esse é o padrão para a igreja em qualquer tempo. Nunca teria havido uma igreja primitiva a não ser por este ensino específico. Por isso somos obrigados a enfatizar que o ensino deve vir primeiro porque foi ele que conduziu às conversões.

Foi a pregação de Pedro, portanto o ensino ou “doutrina”, que uniu essas pessoas.

O versículo 44 diz que "todos os que creram estavam juntos (João F. de Almeida)". “Todos os judeus que creram que Yeshua era o Messias estavam juntos... (Código Real)”. No que eles creram? Creram que o Messias já havia vindo, e conforme a Torá e os Profetas, e por todos os sinais feitos, Ele era Yeshua.

O livro de Atos mostra que foi a pregação das “boas novas”, conhecido no grego como “evangelho”, que deu origem à igreja. A doutrina da igreja primitiva veio dos Shalachim – enviados, conhecidos no grego como apóstolos porque eles a receberam diretamente de Yeshua.

Vamos entender um pouco o que seria “boas novas ou evangelho”: Bêsorah (בשרה) - notícias, boas notícias, novidades, recompensa por boas novas, boas novas. Traduziu-se ao grego como ευαγγελιον “evaggelion ou evangelho” no sentido de "boas novas" e παραδοσις "paradosis", no sentido de instrução, quer dizer, dádiva que é entregue pela palavra falada ou escrita, tradição pela instrução, narrativa, preceito, etc. Aquilo que é proferido, etc. – Dicionário Strong. No judaísmo, essas "tradições" têm a autoridade de "doutrina" conforme 2ª Tesalonicenses 2:15 – “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por carta nossa”.

Portanto, a “doutrina dos apóstolos”, nada mais é do que o ENSINO DA TORÁ ou Lei de D-us!

Saibam que o que conhecemos hoje como “Novo Testamento”, a Aliança Renovada no Messias, não existia. Todos os da primeira congregação foram dedicados a aprender a Palavra para vivê-la. D-us quer que sejamos capazes de defender as razões da nossa esperança nEle. Essa defesa será possível somente se formos discípulos dedicados. Não apenas conhecedores das Leis de D-us, mas, principalmente praticantes.

“Nisto todos conhecerão que sois meus "discípulos" (alunos que aprenderam de mim e praticam o Serviço ao Pai Eterno), se vos amardes uns aos outros”. João 13:35

O Eterno abençoe a todos!

Celeste

Fontes:


Bryan Moody, Marco A. Sales, Código Real Galileu com comentário do Rabino Dan Ben Avraham, Dicionário Strong e Weekpedia.
http://www.buscandoasraizes.blogspot.com/

















sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

HÁ JUDEUS SALVOS NA BÍBLIA?

Por César Rien

Paulo não usava a filosofia greco-romana, ele se utilizava do pensamento judaico, que é o substrato sobre o qual foi escrita a Santa Bíblia.

Quem não respeita a visão judaica da Bíblia vai trilhar por um caminho diferente daquele dado por Deus e por Cristo.

O Senhor Jesus, em Sua infinita misericórdia, nos conceda Seu Espírito Santo para nos conduzir na compreensão da verdadeira Bíblia, aquela que foi escrita por judeus e para judeus, crentes em Cristo ou não.

O Novo Testamento nunca rompeu com o Antigo Testamento. Portanto, o Novo Testamento mantém as promessas de Deus para Israel, e orienta a quem não for judeu, para ser enxertado na árvore judaica da Aliança com Deus (Romanos 11).

Para Deus, para Jesus e para os Apóstolos os judeus nunca foram colocados para fora do Plano da Salvação original.

Só a partir de Inácio de Antioquia e de Constantino Magno o cristianismo sofreu uma "lavagem" para expurgar as raízes judaicas da fé cristã. Aí, então, surgiu uma religião anomista, fora-da-Bíblia e fora-da-lei, que tirou Jesus da cultura judaica e o mergulhou na cultura greco-romana ocidental, tornando-O irreconhecível.

A figura de Cristo, tal qual o revelam nas igrejas, já não têm feições de alguém que nasceu na etnia judaica; é de alguém pálido, branco e ocidental, não de alguém do ensolarado Oriente Médio. A sanha antissemita [antijudaica] foi tamanha que a declaração de Jesus, a favor da Torá [Lei/ Cinco Primeiros Livros das Escrituras], em Mateus. 5:17-19, foi totalmente distorcida. A interpretação (!!!???) atual é de que essa declaração somente foi válida antes [???!!!] da cruz e que, após a cruz, ela deixou de ser verdade. É a sanha antissemita desde Constantino até Lutero. Do protestantismo, esse preconceito antissemita espalhou-se para as denominações evangélicas e pentecostais para nos alcançar em pleno século XXI. Há poucos teólogos acordando e percebendo isso.

Quando os cristão vão acordar e sacudir seus falsos paradigmas e ver que Jesus é totalmente judeu, bem como todos os Apóstolos? Somente Lucas não conviveu com Cristo, mas escreveu um Evangelho e o livro de Atos com informações sobre a prática do judaísmo pelos Apóstolos e pelo próprio Paulo, considerado o fundador do cristianismo. Mas Paulo nunca deixou de praticar o judaísmo. Suas palavras foram distorcidas e tiradas do contexto da cultura judaica, na qual Paulo foi educado desde a infância, para criar uma religião sem-lei (sem-Torá), religião fora da Lei. A epístola de Tiago sempre foi muito desprezada, por ser considerada muito judaizante por Lutero, Calvino e outros fundadores do protestantismo. Faz pouco tempo que os teólogos sem preconceito perceberam que a epístola de Tiago está fundamentada nos ensinos de Jesus!!!

Jesus mesmo afirmou: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da Casa de Israel." – (Mateus 15:24).

E quem era a Casa de Israel? Eram os judeus/gentios (!sim!) que, posteriormente, foram dispersos entre as nações e estavam paganizados. Coube a Paulo a tarefa (confiada a ele por Cristo) de levar a mensagem aos judeus-gentios dispersos e para os estrangeiros (os não-judeus).

A cegueira é tão grande que mesmo Apocalipse 7:4 a 8 explicando que aquele é um grupo de judeus crentes em Cristo, há quem interprete que se trata de crentes não-judeus em vez de judeus. Se assim fosse, Apocalipse 7:9 não falaria de uma multidão de todas as tribos, línguas e povos, não é mesmo? O preconceito impede que se vejam os judeus salvos, sendo mostrados no Apocalipse! Isso é um grande desrespeito para com a Bíblia e um grande desprezo pelo Amor que Deus tem pelos judeus, aos quais escolheu para dar-lhes a Bíblia a fim de que a preservassem para nós até hoje.

Portanto, devemos nos despir do nosso perigoso orgulho de "escolhidos e privilegiados" antissemitas e agir com a humildade da mulher cananéia: "Senhor, socorre-me!" - Mateus15:25.

Quem quiser ver, que o Criador lhe remova as escamas dos olhos para que veja! Amém!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

VERACIDADE HISTÓRICA DA BÍBLIA

Clique no título acima e assista um vídeo muito importante, tratando sobre a veracidade histórica da Bíblia.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

CONSTATAÇÃO SOBRE O NATAL

CONSTATAÇÕES SOBRE O NATAL


Por José Landa Cardoso

Problema

O que fazer para que cristãos e judeus ortodoxos unam e comparem o Antigo com o Novo Testamento a fim de celebrar o verdadeiro período do nascimento de Cristo?

Objetivo

Buscar Chão Firme entre Fronteiras Extremas. Quando Nasceu Jesus?

1. Muitos dizem que Jesus não nasceu em dezembro, tendo em vista que o mês de dezembro, e mais particularmenteo dia 25 de dezembro é o solstício de inverno naquela região [é a noite mais longa e mais fria, chegando a nevar no Hemisfério Norte]. Logo, em 25 de dezembro não haveria pastores no campo [gelado] quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus (Lucas 2: 8-11).


2. Sim, Jesus não nasceu nesse período de inverno rigoroso, em dezembro.


3. Mas, então, em que período nasceu Jesus?

I. Racionalidade e Fé

Pode-se manter a FÉ! Sem a necessidade de negar a razão.

1. Existem cristãos conservadores, ligados aos dogmas e, por outro lado, há judeus reacionários, ortodoxos e intransigentes. Ambos se negam a reconhecer a Verdade (completa), permanecendo presos a distorções, dúvidas, erros e omissões na abordagem das Escrituras.


2. Esses cristãos conservadores e judeus ortodoxos são cegos e surdos.Tem olhos e não veem; tem ouvidos e não ouvem (Jr 5:21).

3. Há mais judeus que leem e estudam o Novo Testamento [e que aceitam Jesus como Salvador] do que se possa imaginar. Há, também, muitos cristãos que estudam o Antigo Testamento e interpretam os seus símbolos e profecias à luz do Plano de Redenção!

4. Provavelmente, os judeus que creem em Jesus já devem ter observado o período em que Jesus nasceu, comparando o Evangelho de Lucas 1:5,8,11,13,23,24,26 com o Primeiro Livro de Crônicas, capítulo 24, versos 1 a 18, especialmente o VERSO 10.

II. Proposta


Estudar o Primeiro Livro de Crônicas, no capítulo 24, verso 10 [Antigo Testamento] vinculando-o ao Evangelho de Lucas, capítulo 1, com o objetivo de verificar o período em que Cristo nasceu, isto é, entre setembro e outubro, provavelmente na Festa/Culto dos Tabernáculos.

III. Referências


1. A concepção de João Batista (turno de Abias: mes de junho): 6 meses antes de Cristo.

2. Período em que o sacerdote Zacarias, pai de João Batista, encontrava-se prestando serviço no Templo [turno de Abias, mês de junho]

3. A esposa do sacerdote Zacarias, e mãe de João Batista,engravidou nesse período (mês de junho, após o término do turno, não saindo de casa durante cinco meses.


4. No 6º mês após a concepção de João Batista, Maria concebeu após receber a notícia do Anjo Gabriel [durante o mês de dezembro].


5. Transcorridos 9 meses, ou 280 dias, Jesus nasceu entre os meses de setembro e outubro, provavelmente na Festa Espiritual que se celebra nesse período: A Festa dos Tabernáculos.


IV. Uma Nova Maneira de Olhar os Fatos

O Criador Instituiu 3 Festas Proféticas. Festas de Levítico 23.

1. A Festa/ Culto da Páscoa [14/15 de Nissan, entre março e abril]: Período em que Cristo se ofereceu, como Crodeiro em holocausto, para resgate da humanidade. O símbolo da Páscoa é o cordeiro [pascal].

2. A Festa/Culto de Pentecostes [50 dias após o dia seguinte à Páscoa, 15/16 de Nissan]: Período em que Cristo voltou na forma de Espírito Onipresente, realizando a grande efusão espiritual no planeta Terra.

3. A Festa/Culto dos Tabernáculos [setembro/outubro]: Período em que se celebra a alegria oriunda do Eterno, em Espírito. Tem a duração de cerca de 22 dias, sendo composta por um conjunto de 3 Festas Espirituais - Trombetas, Dia da Expiação/Perdão e Festa das Tendas ouTabernáculos.

4. A 3ª fase da Festa dos Tabernáculos, denominada Festa das Tendas ou Cabanas celebra a alegria antecipada da 2ª Vinda do Messias/Cristo.

5. A cidade natal de Cristo, na época de Seu nascimento, não estava cheia de pessoas senão por celebrar uma das Festas Solenes do Criador, a Festa das Cabanas [cujo termo hebraico é Sucot e que se caracteriza pela construção de cabanas com ramos à semelhança bucólica de uma estrebaria com manjedoura].

6. Sobre Cristo, A Palavra Criadora, foi revelado que a "Palavra, o Verbo se fez homem [carne] e habitou entre nós". A palavra "habitou" ou "viveu", oriunda do termo grego SKENÉ, significa "fazer TENDA" ou "Tabernáculo", "TABERNACULAR". Logo, poderemos dizer que "Cristo, o Verbo/Palavra Criadora, TABERNACULOU entre nós" (João 1:14).

V. Abrindo a Porta da Percepção


Texto: Lucas, capítulo 1

João Batista Foi Concebido 6 Meses Antes de Jesus. Início do estudo.

1. No tempo em que Herodes reinava em Judá, viveu um sacerdote chamado Zacarias [que veio a ser o pai de João]. Ele pertencia ao turno de ABIAS no serviço do Templo [mai/jun]. Ele e sua esposa Isabel não tinham filhos (versos 5 a 7).


2. O turno de serviço no Templo correspondente a ABIAS, era ministrado no mês de SIVAN (maio/junho). Eram 24 sacerdotes sorteados e Zacarias havia sido contemplado na 1ª escala de Abias [começando no 1º Sábado do mês de junho e iria até a sexta-feira seguinte, inclusive]. Ele permaneceria no Templo durante esse período (versos 8 a 10).


3. A Escritura Sagrada diz que Zacarias voltou para casa tão logo terminou o seu turno de serviço, e sua mulher engravidou [mês de junho] e durante 5 meses não saiu de casa (versos 13, 15,18,19, 23,24).

4. No sexto mês, ou seja, passados 6 meses depois da concepção de João Batista, o Eterno enviou Seu Anjo a Maria avisando-a que ela conceberia, estava grávida, e teria um menino , que seria chamado Filho do Altíssimo, pois o Eterno, em Espírito Onipresente, viria sobre ela e a cobriria como uma sombra (versos 26 a 36).

5. Alguns dias mais tarde, Maria foi, apressadamente, ver Isabel. Quando Maria saudou a prima Isabel, o menino de Isabel saltou em seu ventre, e Isabel ficou cheia , isto é, preenchida pelo Eterno Ser Excelso, na forma do Espírito Santo (versos 39 a 41).

VI. Ponto de Partida Para o Nosso Estudo


Texto: Lucas, capítulo 1

Concepção de Jesus. De acordo com o texto sagrado.

1. Maria concebeu no 6º mês da gravidez de sua prima Isabel (versos 26 e 27).

2. Na posse de um calendário judaico, a partir da CONCEPÇÃO de João Batista [no mês de Sivan, MAIO/JUNHO] chegamos à CONCEPÇÃO [não ao nascimento] do Divino Filho, no final do mês de Kislev, ou seja, entre final de novembro e dezembro.

3. É interessante observar que Cristo foi CONCEBIDO [e não nascido] no Inverno, na Festa das Luzes, no mês de dezembro. Isso foi quase soterrado pela meia-verdade! Seria coincidência? Cristo, a LUZ do Mundo, foi concebido na Festa das Luzes.

VII. Nascimento de João e de Jesus


Natal/Nascimento. A fé não elimina a razão.


1. Nascimento de João Batista, o Imersor: Contando 9 meses [apoximadamente 280 dias], a partir do 3º Sábado de Sivan [maio/junho], chegamos ao nascimento de João Batista, que nasce no mês de Nissan [entre março/abril], durante os festejos da Páscoa.


2. Cristo revelou que João Batista era um Profeta semelhante ao Elias esperado, e nasceu no período em que todos esperavam, na Festa/Culto da Páscoa.


3. Jesus foi CONCEBIDO 6 meses depois de João Batista. A data do nascimento de João pode ser estabelecida em torno de meados do mês de Nissan (março/abril).


4. Nascimento de Jesus: Acrescentando-se 6 meses ao nascimento de João Batista, entre março/abril, chegamos ao NASCIMENTO de Jesus, no mês de Tishri (setembro/outubro). Por outro lado, contando-se 9 meses a partir da CONCEPÇÃO de Jesus (dezembro), chegaremos ao mesmo período: nascimento de Jesus no mês de Tishri.

VIII. Nascimento de Jesus em Tishri


O Que Tem o Mês de Tishri? O que há de importante em Tishri?

1. No mês de Tshri (setembro/outubro), a estação da Primavera no Brasil e Outono no Hemisfério Norte, temos a Festa dos Tabernáculos, na qual constam a Festa das Cabanas e o Dia do Perdão (Purificação do Santuário).

2. Tudo leva a crer que Cristo, que veio trazer PERDÃO e remoção das culpas, falhas e pecados, tenha NASCIDO nesse período (Festa das Cabanas/Dia do Perdão)!

3. É comum dizer-se que o Messias nasceu em uma manjedoura [estábulo] porque o casal sagrado não encontrou lugar para se hospedarem, devido ao CENSO - que duraria o ano TODO.

4. Certamente não foi devido ao censo, que os pais de Jesus não encontraram lugar, mas, sim, porque nesse período do ano, mês de Thishri (set/out), ocorria uma das das Festas/Cultos em que o povo de todas as regiões se dirigiam a Jerusalém, e TODAS as demais cidades PRÓXIMAS ficavam abarrotadas de pessoas. Belém é próxima a Jerusalém.

5. No mês de Tishri (set/out), dentro das celebrações da Festa/Culto dos Tabernáculos, há a construção artesanal de CABANAS (Sucot), com telhados de ramos, mantendo um ar bucólico, semelhante a abrigos para animais.

6. No mês de dezembro, no Hemisfério Norte, chega a nevar, com inverno rigoroso, e jamais se poderia pressupor que haveria pastores no campo com suas ovelhas, recebendo o anúncio de que o Salvador havia nascido (Lucas 2: 8 a 11).

7. Era comum entre os hebreus, aproveitarem o OUTONO no Hemisfério Norte (set/out), para aí, sim, engordarem seus rebanhos no campo. Todavia quando chegasse o Inverno (nov/DEZEMBRO) as ovelhas eram recolhidas ao aprisco.

IX. Verdade Central

O Eterno criador quer nos ensinar, através das Escrituras sagradas, que Jesus não nasceu no período de inverno rigoroso, em dezembro.

Passados 6 meses depois da concepção de João Batista (maio/junho), Maria foi avisada que estava grávida, e teria um menino, que seria chamado Filho do Altíssimo (Lucas 1:26-36).


Passados alguns dias (maio/junho) Maria foi visitar a prima Isabel. Quando Maria saudou a prima Isabel, o menino de Isabel saltou em seu ventre, e Isabel ficou cheia/preenchida pelo Eterno Ser Excelso, em Espírito (versos 39 a 41). Maria já estava grávida.

A CONCEPÇÃO [não o nascimento] do Divino Filho, ocorreu no final do mês de Kislev, ou seja, entre final de novembro e dezembro.


Contando-se 9 meses a partir da CONCEPÇÃO de Jesus (dezembro), chegaremos ao nascimento do Messias: mês de Tishri (setembro/outubro), provavelmente na Festa dos Tabernáculos, Festa das Cabanas e Dia do Perdão!


X. Aplicação da Mensagem

Podemos Celebrar o Nascimento de Cristo? Qual o período?

1. Celebremos, sim, o Natal (nascimento de Cristo), durante a Festa/Culto dos Tabernáculos que em 2010 ocorreu, no Brasil, entre 09 e 30 de setembro (durante a nossa Primavera e Outono no Hemisfério Norte).

2. No ano de 2011 poderemos celebrar a Festa dos Tabernáculos entre 29 de setembro e 20 de outubro:


Festa das Trombetas - Ano Novo: 29 de setembro de 2011 (quinta-feira).


Dia do Perdão - 08 de outubro de 2011 (Sábado).


Festa das Cabanas - 13 de outubro de 2011 (quinta-feira) a 20 de outubro de 2011(quinta-feira).

"Um Menino nos nasceu; um Filho nos foi dado".


Meditemos nisso! Landa Cardoso (José)


Em Tempo:


Esse texto não é doutrina de igreja, mas, sim, faz parte de reflexão e comprova que ao expor a nossa fé não necessitamos negar a razão e o raciocínio que o Criador nos concedeu!